Quando mudam as estações do ano, deixamos de usar algumas peças
específicas. As roupas pesadas de inverno, por exemplo, só utilizamos nessa
época. Guardar as roupas da estação que terminou e deixar as demais mais
acessíveis, facilita a rotina e desobstrui o armário. Eu, até anos atrás agia
assim, mas o clima nos últimos anos anda muito louco. Às vezes estamos em
novembro e o edredom e/ou manta ainda estão do lado de fora. Mesmo assim, nem tudo
precisa ficar exposto o ano inteiro. Outra coisa que pode acontecer é quando se
usa uniforme para trabalhar (sem logotipos, é claro!), poder utilizar depois as
mesmas roupas numa outra atividade. Guardar essas roupas pode evitar novos
gastos. Mas, e o volume que fica quando guardamos essas roupas? É enorme,
ocupando um espaço considerável nos armários.
Recentemente precisei esvaziar um pouco a parte do armário de
roupas do meu marido. As tarefas atuais não exigem que ele trabalhe de camisa
social como era exigido até outubro do ano passado. Ele tem muitas camisas e
estão sem uso desde o final de outubro. Uma das coisas que me propus fazer
seria separar algumas para doar e outras para guardar. Isso liberaria vários
cabides e sobraria espaço no armário.
Quem já comprou café embalado a vácuo, sabe que fica dentro
de um saco durinho. O ar é tirado, vira um bloco e ocupa menos espaço. É
possível fazer isso também com as roupas, mantas, edredons...
A um tempo atrás, conheci os sacos plásticos Vac Bag da *Ordene (comercializado em seis tamanhos). Você guarda as roupas até um limite determinado no saco e depois tira
o ar.
Alguns desses sacos vem com uma bomba, mas sinceramente, elas são
fracas e não vale a pena pagar mais por isso. Se você utilizar o aspirador de
pó, além de pagar somente pelo saco, consegue realizar a tarefa em alguns segundos. Fiz um vídeo demonstrando como usar o Vac Bag (veja no final dessa postagem).
Dentro do saco da esquerda, guardei 15 camisas.
A válvula permite que o processo
de fechamento seja prático e rápido, pois a tecnologia adotada pela
Ordene não deixa que o ar escape. Comprei vários desses sacos para minha família, porque ajuda muito na economia de espaço nos armários.
Válvula
Penso que a tecnologia deve sempre ser usada a nosso favor. Uma vez ouvi de uma colega de trabalho, que até uma colher é considerada tecnologia, porque veio para facilitar a nossa vida.
A palavra caderno vem de codex, termo latino que significa "registro, tábua de escrever". É um artigo escolar e domiciliar. Geralmente entra em nossas vidas quando começamos a estudar, sendo útil para guardar memórias da formação escolar. Também sempre serviu para anotar as dívidas (donos de armazéns anotavam as vendas fiadas), receitas (verdadeiros tesouros da culinária) e experiências vividas (os diários). Coloquei um vídeo com a música O Caderno, de Toquinho no final dessa postagem. Acho lindinha.
Caderno de estudos
Lembro-me que quando era criança, tinha o caderno de classe (só utilizado em sala de aula), o caderno de casa (para fazer as lições de casa), o caderno de caligrafia, etc. Era sempre uma festa quando antes do início de cada ano letivo, meus pais compravam nosso material escolar e tínhamos a tarefa de encapá-los. Os mais velhos sempre encapavam os cadernos e livros dos mais novos. Talvez minha mania de perfeição tenha surgido daí. As capas ficavam perfeitas! Eu gostava e depois estava craque quando encapei os da minha filha. Ela também curtiu muito seus cadernos e a primeira página sempre era enfeitada com personagens (a cada ano era um tipo) e os dados do aluno. Teve um ano em que imprimimos, pintamos, recortamos e colamos a coleção toda das bonecas Bratz uma em cada caderno. Guardo essas páginas até hoje junto com alguns desenhos dela. Deu um trabalhão, mas eu me fazia de criança e curtia junto com ela. Fase gostosa da nossa vida, que deixou saudades. Saiba mais sobrecaderno no sentido pedagógico.
Caderno de Receitas
Antigamente, o Caderno de Receitas de uma dona de casa era muito especial, guardava alguns segredos, receitas eram passadas de geração em geração. Escreviam-se as receitas da vó, da mãe, da tia, da madrinha...
Normalmente as mulheres da minha geração montavam um caderno de receitas pouco antes de casar. Eu fiz isso às pressas e nem tem uma capa bonita, mas o tenho até hoje. Apesar de meio amarelado pelo tempo e com algumas marcas típicas de uso (mão molhada, espirro de algum ingrediente, etc), está inteiro. Escrevi com capricho, colei figurinhas em algumas receitas e até numerei as páginas. Escolhi receitas fáceis, rápidas e econômicas. No meu caso, não herdei receitas de minha mãe, vó ou tias, porque nunca fui atrás disso. Arroz e feijão, meu pai me ensinou a preparar quando tinha nove anos de idade, mas outras preparações, só aprendi depois de casada.
Aqui vale uma observação importante: não gosto de preparações que demorem a ficar prontas. Aliás, isso é da minha personalidade, não gosto de fazer nada que demore a terminar, como costurar roupas com muitos enfeites, fazer algum artesanato com muitos detalhes, sou meio impaciente e quero ver o resultado logo, quero comer logo, quero vestir logo. Sou afobada por natureza. Mas se for para fazer de qualquer jeito, nem começo!
Mas, voltando ao caderno de receitas, preparei algumas que faço até hoje, como por exemplo, o bolo de cenoura. Ainda vou prepará-lo e postar a foto e receita por aqui. Tenho amigas solteiras e casadas que tem até hoje seus cadernos também. Alguns deles, eu mesma dei de presente.
Minha melhor amiga, por ser muito prática, já se
rendeu única e exclusivamente ao Google. Eu mesma também me rendi. Qualquer
receita que preciso, em qualquer lugar que esteja, procuro na internet. Mas tem
aquelas que só encontro no meu caderno ou pasta.
Alguns homens talvez possuam um caderno assim, nem que seja herdado da mãe. Tenho quatro irmãos homens. O mais velho me disse que tem um caderno junto com a esposa e sei disso porque foi ele quem me passou uma receita de torta de bananas deliciosa. Esse meu irmão prepara um peixe recheado, maravilhoso!O segundo irmão me disse que a esposa tem, ou seja, ele não se interessa por isso, gosta só de preparar churrasco. O terceiro até se interessa, tem os cadernos da minha mãe (mora com ela), mas atualmente só prepara a dieta dela que é diabética. Então, nada de receitas diferentes do básico necessário. Meu quarto irmão, o caçula prepara a própria comida porque mora numa espécie de república, mas é bem provável que não tenha um caderno desses.
Minhas irmãs possuem seus cadernos de receita, mas agem do mesmo jeito que eu, quase não usam.
Percebo que no meu Blog estou montando também aos poucos um caderno virtual de receitas, porque é só clicar no marcador “Receitas” e todas as receitas aparecem em ordem decrescente de postagem.
Diário
Uma outra forma de utilizar um caderno é escrever um diário, ou era, há anos atrás. Eu tive dois diários durante minha adolescência. Sempre gostei de expressar meus sentimentos através da escrita. A vantagem do diário é que ele não conta seus segredos para ninguém. Eu escondia os meus muito bem e às vezes escrevia em códigos (risos). Com o tempo, me desfiz deles.
Minha filha chegou a ganhar alguns com chave inclusive, mas nunca levou a ideia em frente. Atualmente, as pessoas se expressam nas redes sociais, nos blogs pessoais como o meu, etc. Alguns não se seguram e colocam os bichos para fora. Eu tento tomar cuidado para não me expor demais (embora meu marido sempre me diga que me exponho) e evitar de correr riscos.
Encontrei o seguinte texto nesse site aqui:"Escrever em um diário é uma ótima forma de manter um registro do seu passado e de pensar sobre o seu futuro. Além disso, foi comprovado que esta atividade também ajuda a controlar suas emoções e sentimentos. Se estiver interessado em manter um diário, tome algumas decisões sobre o tipo de diário que você vai querer. Escreva de forma honesta, detalhada e seja autêntico..."
No mesmo site, informa que "existem sites na internet que permitem que você mantenha um diário on line. A vantagem é que ele ocupa menos espaço e muitas pessoas se sentem mais confortáveis digitando do que escrevendo à mão. Porém, a privacidade pode ser um problema. Mesmo que o site seja protegido por senha, nada é 100% privado na internet. Alguém pode se deparar com seu diário on line e obter acesso às suas informações pessoais. Se quiser experimentar,escreva seu diário.
E seus cadernos de escola, que fim levaram? Você, tem um caderno de receitas? Já teve um diário?
Quando arrumamos
as malas para viajar, sempre temos que reservar um espaço para os calçados.Mas, de que forma podemos
transportá-los?Normalmente
quando fazemos isso por aqui, se vamos viajar em família, separamos uma bolsa
exclusiva para eles. Organizamos, utilizando sacolinhas dessas de supermercados
para separar os pares. Outra forma com a qual organizo quando viajo sozinha, é
colocá-los dentro de sacos de TNT (tecido não tecido) e guardar na mala junto
com as roupas. Possuo alguns saquinhos com visor de plástico e a vantagem é
poder visualizar os pares, tirando somente o que for usar com mais facilidade.
Mas, saquinhos de TNT sem visor, também funcionam muito bem.
Saquinhos para levar na mala
Sempre que viajo, levo um par de chinelos, um par de tênis para
caminhada/corrida, uma sandália rasteirinha, e um par de sapatilhas. Se tiver
uma festa envolvida na viagem, levo também um par de sandálias com salto alto
ou um sapato tipo scarpin. Entendo que não é necessário levar a coleção inteira. Apesar de ser mulher, não tenho fissura por sapatos.
Tenho uma amiga, E.P. que tem uma coleção enorme. Na verdade, ela possui
mais de 200 pares. Como pode, você diria (ou não diria)?Ela é uma advogada muito esforçada e
só gasta seu suado dinheirinho naquilo que lhe dá prazer. Uns gastam com
eletrônicos (aqui em casa, já gastamos muito), outros gastam com viagens e
outros em restaurantes caros, mas ela gasta com sapatos. Às vezes, quando gosta
muito de um modelo, compra mais de um, variando as cores. Pode isso? Pode!
Gosto é gosto e devemos respeitar! Organiza sua coleção (usou o termo "meus sapatinhos") de algumas
maneiras: em saquinhos de TNT uns sobre os outros (reconhece que não é o
ideal), nas prateleiras de um armário e sob a cama em sapateiras de plástico
transparente com zíper (tem umas quatro dessa). Me disse que ainda quer organizar melhor os pares de botas, colocando um pedaço de espaguete (desses flutuadores usados em piscina), para manter o formato do cano. Citou ainda que começa a se vestir sempre pelo calçado e que essa escolha define muito seu estado de espírito. O sapato, muitas vezes lhe dá um certo "empoderamento". É mesmo muito chic e poderosa essa mulher. Quem a conhece, que o diga.
Não é a melhor forma de organizar
Em prateleiras - mais fácil de visualizar
Sapateiras de plástico com zíper
Acho que eu não tenho nem 10% dessa quantidade (risos). Guardo a maioria dos meus nas caixas originais em uma sapateira que serve para organizar outras coisas da família e o restante numa sapateira que fica pendurada dentro do meu armário de roupas (não tirei foto porque estou fora de casa, viajando). Mas, como conservar uma coleção ou mesmo os que usamos no nosso
dia a dia? Encontrei um vídeo do Blog Organize Sem Frescuras, que demonstra bem o que deve ser feito (veja
abaixo).
A apresentadora do vídeo fala sobre o odor e a contaminação que os
sapatos trazem para dentro de nossas casas e armários. Limpar e deixar arejando para então guardar é a dica, até para que o
tempo de vida útil seja aumentado.
Em casa, adquirimos o hábito de tirar o sapato quando chegamos da
rua e colocamos o chinelo para transitar pelos cômodos. Conseguimos assim manter nosso piso mais limpo. Faz muita diferença.