Um blog de variedades: organização do lar, dicas de nutrição e saúde, textos autorais, resenhas, culinária saudável, viagens e receitas.


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Sentimentos confusos numa adolescência conturbada

moça de costas
Foto: pexels.com

Sou uma pessoa naturalmente feliz, mas tive momentos muito ruins de tristeza em minha adolescência e juventude.

Até para valorizar o que passei a viver depois, sempre lembro do quanto foi dolorosa essa fase. Tínhamos um clima muito difícil de convivência dentro de casa, porque meus pais não se davam bem, viviam num “inferno” de relacionamento. Nunca tentaram se controlar, esconder ou camuflar como viviam, mas não se separavam. E nós, os filhos, estávamos sempre no meio da confusão. Isso mexia com minha cabeça e me revoltava. Apesar desses conflitos, tiveram sete filhos. Hoje penso que no fundo, se amavam.
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Tipos de ameaças que nos intimidam diariamente

boneco com o coração partido
Imagem: pexels.com

A ameaça inicialmente pode ser algo sutil e velado, mas pode-se transformar em algo direto, resultando em uma crise explícita.

Num dicionário, ameaça é um fato, ação, gesto ou palavra que intimida ou atemoriza. Exemplo: a ameaça aterradora da guerra.

Mas também “pode-se ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: a pena é detenção, de um a seis meses, ou multa.” – Art. 147 do Código Penal Comentado.

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E cada um seguiu seu próprio caminho na estrada da vida

foto de uma estrada

"É impressionante como as coisas mudam com facilidade, como é fácil começar na mesma estrada que sempre pega e parar em um lugar novo." - Antes que eu vá / Lauren Oliver


Quando vi essa figura, pensei na palavra caminho e lembrei de meus irmãos. Somos um total de sete, quatro homens e três mulheres. Todos criados, mas nem todos casados. Cada um tem a sua vida, no caminho que escolheu.

Nunca fui dada a disputas com meus irmãos, talvez os mais novos tenham tido isso entre si. Lembro que alguns dos garotos gostavam de brincar de luta.
Minha mãe teve primeiro um filho homem e eu sou a segunda filha. Em seguida veio outra mulher, então, eu e ela sempre fomos mais próximas uma da outra. Sempre fomos amigas e na época de adolescência e juventude, compartilhávamos nossas roupas. Eu emprestava algumas para ela e ela me emprestava algumas de vez em quando. Era muito legal essa troca que fazíamos. A mais nova é mais de 12 anos mais nova que eu e com ela nunca pude fazer essa interação. No entanto, a levei para viajar comigo quando fui ao Sul do Brasil e isso foi bem legal!

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10 coisas para fazer quando não se tem o que fazer

de pernas para o ar



"Vamos mergulhar de cabeça em nossos sonhos. E se a vida nos propor¹ pernas pro ar², ofereça-lhe flores." - Aline Lopes

Mergulhar de cabeça num sonho não é coisa fácil! Já mergulhei algumas vezes, mesmo cheia de medo e insegurança. Alguns deram certo, outros parcialmente e outros não deram certo mesmo.
Assim é a vida, nem sempre ganhamos, nem sempre perdemos, mas aprendemos com todas as experiências que ela dá.

Nem sempre fazemos somente aquilo que gostamos, porque a rotina da vida não permite. Em se tratando de rotina, muitas vezes acabamos fazendo coisas necessárias para nosso dia a dia poder fluir melhor, como limpar a casa, preparar comida, fazer compras, lavar roupas, etc. Muitas vezes fazemos por amor e não por prazer.
Meu conselho: saia da rotina de vez em quando. Isso faz um bem danado.

Mas, pensando em sair da rotina, vou listar dez itens de algo que se pode fazer quando não se tem nada para fazer ou até quando não quer fazer nada. Um exemplo é quando você ganha uma folga do trabalho e não pode ir muito longe ou viajar.

1.    Marque um café com uma amiga ou amigo que não vê a muito tempo - aproveite para matar saudades e colocar os papos em dia.
2.    Assista alguma série, “maratone” - pode ser no Netflix, baixar ou assistir on line. Eu assisti Breaking Bad inteira sozinha porque me interessei e não tinha quem visse comigo.
3.    Convide amigas(os) para um chá em sua casa - cada uma leva um prato de doce ou salgado.
4.    Ler - de preferência algo diferente do que está acostumado a ler no dia a dia.
5.    Prepare uma receita - escolha algo que goste muito e depois se delicie.
6.    Faça uma caminhada - mesmo que não tenha companhia, caminhar faz bem.
7.    Vá ao cinema - convide alguém ou vá sozinha mesmo.
8.    Arrume seu armário - além de abrir espaço para coisas novas, você deixará alguém feliz com as doações
9.    Reveja suas fotos - pode ser em álbuns digitais ou não. Aproveite para organizar as pastas e grave um DVD com essas fotos. Além de ser agradável rever as imagens, isso pode evitar perdas. Já aconteceu algumas vezes aqui em casa e perdemos tudo que tínhamos gravado por causa de panes nos HDs.
10. Se dê de presente um dia de princesa que pode ser feito no salão ou em casa mesmo (mini spa). Tinja o cabelo, corte, hidrate, faça uma esfoliação na pele, pinte pé e mão. Curta-se!

Mas sabe, às vezes não tem coisa melhor do que ficar literalmente “de pernas para o ar” e não fazer nada que demande muita energia. Importante é fazer o que se gosta e ser feliz.

Norma culta:
¹ - propuser
² - para o ar


Esse texto faz parte do desafio Imagem & Palavra do Café com Blog.
A imagem a qual fui desafiada a escrever, é a que está no topo da postagem.

desafio imagem e palavra



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Um pouco sobre minha mãe e sobre eu ser mãe

Resolvi escrever um pouco sobre minha mãe e sobre eu ser mãe, porque em breve comemoraremos o Dia das Mães.
Quando a gente é mãe, a gente é mãe todos os dias, mas infelizmente há filhos que só percebem isso nesse período. Então, vamos comemorar e que elas sejam lembradas e homenageadas nesse dia.

Já escrevi aqui no blog sobre Como Surgiu o Dia das Crianças aqui em casa e hoje vou escrever um pouco Como Surgiu o Dia das Mães.

Um pouco de história

Anna Jarvis perdeu sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em maio de 1905, na cidade de Grafton, no estado da Virgínia Ocidental, EUA. Com a morte da mãe, Anna, diante do sofrimento e da dor que sentiu, decidiu organizar com a ajuda de outras moças, um dia especial para homenagear todas as mães e para ensinar às crianças, a importância da figura materna.
No caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Mas foi somente em 1932 que o Dia das Mães passou a ser celebrado em todo segundo domingo do mês de maio.

mae

Um pouco sobre minha mãe

Eu tinha uns 4 aninhos e lembro de minha mãe brincando de casinha comigo. Foi minha primeira amiga, minha primeira fã, minha primeira professora (foi mesmo quem me alfabetizou). Me deu o primeiro beijo, me deu o primeiro banho e me deu o primeiro alimento saudável (mamei muito!).

Ela sempre me contou como a hora do meu nascimento foi tranquila. Havia feito uma mudança no dia anterior e estava muito  cansada. No início da noite, começou a sentir algumas dores e dirigiu-se ao hospital. A parteira a atendeu, examinou e disse que não estava na hora ainda. Mas, como já estava um pouco tarde, sugeriu a ela que dormisse lá mesmo. Vale a explicação de que minha mãe trabalhava num outro hospital da região, assim como duas de suas irmãs e a parteira a conhecia. Serviu-lhe um copo de leite e foi colocada para dormir. Quando acordou, à 1 hora da manhã, eu estava nascendo. Não sentiu as contrações, o rompimento da bolsa amniótica e nem nada. Só me percebeu saindo num parto mais do que normal. Sempre fez questão de me dizer que não dei trabalho para nascer.

Hoje já é idosa (completará 80 anos em breve), mas, apesar de ter sete filhos, percebo o carinho que transborda dela quando me vê ou ouve minha voz. Não enxerga direito e às vezes se confunde, mas quando chego perto e pergunto se sabe quem sou, ela diz "é Raquel!" e ri como se eu ainda fosse uma criança, a sua menininha. Na fase de adolescência, fui rebelde e dei muito trabalho a ela, mas um dia "acordei" e passei a dar o valor que merece. Amo minha mãe!


Um pouco sobre eu ser mãe

Eu nunca sonhei em ser mãe, não sei se isso foi porque tive muitos irmãos ou talvez por ser medrosa e achar que a hora do parto seria o fim do mundo. Quando me casei, porém, parei para pensar: que graça teria estar casada e não ver um fruto dessa união? Comecei a imaginar como seria a "mistura" de nós dois (eu e meu marido) e então comecei a aceitar a ideia. Demorou 6 anos e 9 meses para isso acontecer, porque preferimos esperar um pouco.
Na época em que me casei, meu esposo trabalhava viajando em navios mercantes e algumas vezes ficava meses fora de casa. Eu o acompanhei em viagens ao exterior e pela costa do Brasil. Ficávamos então imaginando como seria difícil se tivéssemos uma criança que só poderia embarcar para o exterior quando completasse 3 anos. Eu não poderia mais viajar com ele por um bom tempo. Além disso, esposa de marítimo acaba sendo mãe e pai dos filhos. Eu não me sentia segura para isso e decidimos esperar. Ele saiu da Marinha Mercante e no ano seguinte nossa filha nasceu.

Só me senti realmente grávida quando vi meu bebê no exame de Ultrassonografia, já na 14ª semana de gestação. Esse foi o momento em que realmente percebi que seria mãe. E agora, o que fazer? Me preparar, é claro! Mas como? Me cuidar, seria a melhor forma. Me alimentar bem, dormir bem, praticar atividade física, evitar aborrecimentos e stress...
Não tive enjôos e a grande diferença foi que a barriga começou a crescer. Tive uma gravidez muito tranquila e feliz. Na verdade, me sentia em "estado de graça", curti muito. 
Passei a comer melhor, fazia ginástica para gestante e hidroginástica algumas vezes por semana. Comprei o Diário da Mamãe e fiz todas as anotações de tudo o que me acontecia nesse período. Tenho registrado todas as consultas ao obstetra, meu peso e o desenvolvimento do bebê.

Resolvi que quando meu bebê nascesse, pararia de trabalhar fora de casa, para cuidar dele. Meu marido me apoiou nisso, porque não havia necessidade de deixar o bebê em uma creche desde pequeno. Na época, além de dar aulas de informática no Senac de Santos e na franquia de um amigo, trabalhava também em home office. Quando ela nasceu, permaneci somente com o home office.
Até a hora do parto, achei que fosse um menino, porque nas três ultrassonografias ela havia travado as perninhas e não deixou nada visível. Foi uma grata surpresa para mim e para o pai.

Então, me tornei mãe

Quando ela nasceu, trouxe muitas alegrias para nosso lar, mas também muito trabalho, porque um bebê dá mesmo muito trabalho. Quando me vejo em fotos do período em que ela era pequena, me acho "acabada". Não tinha tempo de me cuidar direito porque toda a atenção era para ela. Eu não era mais dona de mim e nem de costas para ela eu podia virar. Se ela não visse meu rosto, chorava. Eu curti muito por um bom tempo, mas me senti muito esgotada fisicamente também. Eu não tinha tempo para brincar com ela, até por causa do trabalho, mas o pai chegava em casa do trabalho, sentava com ela e brincava. Ainda bem que só tive uma filha mesmo. Mas, passou, ela cresceu e tudo isso fica só na lembrança e no coração.

O trabalho e preocupações que surgem quando um filho cresce, são outros. Hoje, com 20 anos e morando em outro Estado para estudar, me preocupo se está comendo direito e se está dormindo direito. Me preocupo, se precisa de algo que eu possa fazer ou se quer que eu vá estar com ela por um período. Me preocupo, se sinto que está um pouco triste e tento animá-la. 
Penso em minha mãe, criando sete filhos, uma heroína!

Bem, resolvi escrever esse texto porque me sinto muito grata por ser mãe. É um privilégio das mulheres, gerar filhos. E quando não conseguem, podem se tornar mães gerando o filho no coração.

FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS AS MAMÃES DO MUNDO!


Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva Café com Blog, cujo tema escolhido foi Mamãe querida.

Cafe com blog


52 semanas de gratidao

Este texto participa também da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.





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Meu texto sobre Bullying, divulgado num outro blog

A convite de uma colega blogueira, tive um texto divulgado no seu blog. Nos conhecemos através de um grupo de interação no Facebook. O blog se chama Profano Feminino e fiquei muito contente pelo convite. Tem esse nome, não por profanar (desrespeitar), mas porque, coisas que são sagradas para as autoras, eram desprezadas pela comunidade ao redor.

Mas espera, ter um texto meu divulgado num outro blog? Que honra! Claro que eu aceitaria!

O texto é de minha própria autoria, mas parte dele veio de pesquisa bibliográfica feita para um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Fiz para uma pós-graduação que cursei na Universidade de São Paulo (USP). Esse curso se chamava Ética, Valores e Cidadania na Escola e era voltado para professores que estivessem em sala de aula. Penso que uma vez professor, sempre professor, mas dizer que está em sala de aula, é quando está exercendo a profissão naquele momento. Por providência divina, eu havia acabado de ser contratada por uma escola para dar aulas de Robótica (ainda vou escrever sobre isso aqui no blog). Vejam parte do texto:

"Recentemente, assisti a série 13 Reasons Why no Netflix, que fala sobre bullying, dentre outros assuntos. Não pretendo fazer uma resenha no sentido literal da palavra, mas é possível fazer algumas observações. É uma série americana, baseada no livro Thirteen Reasons Why (2007), escrito por Jay Asher. Foi feita uma adaptação por Brian Yorkey para o catálogo Netflix. Conta a história de uma garota que sofre com atitudes que considera negativas por parte de seus colegas de escola. Seus sentimentos são muito feridos e ela chega ao ato [...] mostra que os agressores são preponderantemente do sexo masculino, se concentram na faixa etária de 12 a 14 anos e cursam o 7.º ano, porém não há diferença significativa no que diz respeito à cor/etnia." 

13 reasons why

Bem, se você se interessou, leia o texto completo em Bullying - Agressões e possíveis consequências.

Citei no texto, o filme “Bang-bang, você morreu”. Esse filme está disponível por inteiro no Youtube. Baseado nesse filme, foi criada uma peça que é apresentada em igrejas, centros comunitários e escolas de vários lugares do mundo. A peça serve de alerta para pais, professores e a comunidade em geral.  Veja um trailer do filme:




Se você leu o texto inteiro postado no outro blog, percebeu que eu mesma sofri com bullying num curso que terminei recentemente. Para mim, a consequência foi me sentir muito desanimada e não via a hora de terminar. Não me empenhei mais tanto e pisava em ovos ao falar qualquer coisa em sala de aula. Fiquei muito triste, mas graças a Deus, passou! E a vida continua.

Que venham outros convites para interações de blogs assim.




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Olá! Sou eu quem você está procurando?


cartao hello

Esse cartão vai direto para alguém muito especial. Alguém que me enxergou no meio da multidão. Alguém que um dia entrou na minha vida e tomou conta de tudo. Tomou conta de mim e do meu mundo. Alguém que me valorizou além do que eu mesma conseguia e faz isso até hoje. Alguém que me quis na juventude e me quer na maturidade. Alguém que também me confiou seus dias e deixou ser cuidado por mim.

Parabéns para aquele que faz os meus dias mais felizes e gosta de me ver feliz. Parabéns para aquele que um dia me encontrou e juntos formamos uma família. Família que tem problemas como todas as outras, mas que juntos conseguimos sempre superar, pedindo forças a Deus.

Transcrevo abaixo, a tradução de parte da letra da música Hello cantada pelo Lionel Richie, porque sei que gosta. Faço minhas essas palavras.

“Olá, sou eu quem você está procurando?
Eu posso ver em seus olhos
Eu posso ver em seu sorriso
Você é tudo de que sempre precisei
E meus braços estão bem abertos
Porque você sabe bem o que dizer
E você sabe exatamente o que fazer
E eu quero muito dizer a você que te amo!"





Parabéns meu amor, meu marido! Estamos comemorando seu aniversário e só tenho que agradecer a Deus por sua vida. Te amo!



Esse texto faz parte do desafio Imagem & Palavra do Café com Blog.
A imagem a qual fui desafiada a escrever, é a que está no topo da postagem.




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Aprendendo a apreciar as coisas boas da vida

apreciar

"Quando só temos olhos para o que nos falta, nos faltam olhos para ver e apreciar um bocado de coisas preciosas que já temos." Ana Jácomo

Apreciar tem o significado de pôr sob exame, considerar, examinar, ponderar.

Apreciar cada momento de vida e oportunidade que são colocados diante de nós é fundamental. O sol, o mar, o canto dos pássaros, o silêncio, uma leitura, um abraço forte e afetuoso, uma palavra de carinho. Paisagens, algum tipo de comida, uma bebida quente ou um bom vinho, tipos de vestimentas, exposições de objetos de arte e um estilo musical, são opções. Apreciar a companhia e/ou o jeito de ser de alguém também é possível. Apreciar o trabalho e o descanso, por que não?

Durante um certo período de nossas vidas, olhamos somente para o nosso próprio umbigo e isso é até natural. Quando crianças, dependemos de nossos pais e nos tornamos um pouco egoístas. Sempre esperamos que eles façam tudo por nós, sem percebermos que eles também são seres que precisam de carinho e atenção.
Na adolescência, por ser um período de transição, algumas vezes focamos em coisas desnecessárias. Pequenos "defeitos" tornam-se enormes complexos e só enxergamos isso. Continuamos pensando que somos o centro das atenções e não nos importamos muito com o que acontece ao nosso redor.
Ao atingir a idade adulta, começamos a "enxergar" as necessidades das pessoas ao nosso redor, mas ainda não apreciamos algumas coisas. Passamos a apreciar a companhia de nossos pais.
Conforme o tempo vai passando, vamos aprendendo a apreciar coisas que antes não dávamos a menor importância e deixamos algumas coisas de lado. O amadurecimento faz isso. 

A maturidade pode e deve ser agradável se pudermos apreciar a sabedoria que adquirimos e a experiência de vida.
Eu particularmente, aprecio um bom chá com minhas amigas. Aprecio momentos de carinho em família. Aprecio coisas que fazem bem ao meu coração, à minha cabeça e ao meu corpo.
Devemos viver bem cada etapa de nossas vidas, pois cada uma é única. Importante é não perder a fé, o amor e a esperança.

Mas, mais do que apreciar, é fundamental ser grato pelo que possuímos.  Afinal, "a gratidão é a virtude das almas nobres", segundo Esopo.

Sinto gratidão por tudo que tenho e valorizo cada época da minha vida, porque foi assim que cheguei a ser quem sou.


Esse texto faz parte do desafio Imagem & Palavra do Interative-se!
A palavra a qual fui desafiada a escrever, é Apreciar

Imagem & Palavra



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A despedida faz parte de nossas vidas

DESPEDIDA

despedida

Já está chegando a hora de ir
Venho aqui me despedir e dizer
Em qualquer lugar por onde eu andar
Vou lembrar de você
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
Mas agora adeus

No dicionário, a definição de despedida é “ato ou efeito de despedir(-se); partida, saída, separação, demissão, adeus; ato ou efeito de pôr termo; fim, acabamento, termo, conclusão”.

Despedida, quer seja boa, quer seja ruim, faz parte da nossa vida. E conforme passam os anos, aprendemos a conviver com ela.
Já vivenciei muitos momentos de despedida ao longo da minha jornada. Alguns bons, outros nem tanto. Me despedi da infância, da menina insegura que eu era, da solidão que vivi alguns anos, de alguns amigos queridos por ser assim necessário, do meu esposo todas as vezes que embarcava num navio a trabalho, de empregos, de locais que frequentava e passaram a não me fazer bem, do meu pai que se foi, de locais que morei e amava, até de alimentos que apreciava e percebi que não eram saudáveis.

Algumas vezes temos que nos despedir de algo que nos faz mal. Deixar de lado aquilo que está nos consumindo, tirando nossa alegria. Nem sempre isso é fácil. Você vê que precisa “virar as costas” para aquilo e seguir em frente.

Superar uma despedida, às vezes demanda tempo. Sentimos falta do que ou de quem foi embora.

Alguns momentos de despedida são meio tristes, meio felizes. Passei por isso no ano passado, quando minha filhota foi estudar em outro Estado.
Fiquei feliz pela possibilidade de ela entrar em uma universidade com uma boa colocação no ranking. Mas, ao mesmo tempo, fiquei triste por ter que deixá-la ir.
Fizemos uma espécie de festa para nos despedirmos dela. Ela convidou algumas amigas e alguns familiares.
Cada um falou algumas palavras para ela, desejando que se desse bem em sua escolha. Eu, cantei para ela essa música cuja letra escrevi no início, de Roberto Carlos. Adivinha! Ela chorou!
Depois isso virou rotina. Ficamos juntas por um tempo e temos que nos despedir. Tanto quando vou visitá-la, quanto quando ela vem passar um período em casa.

Outra despedida que me deixou meio triste, meio feliz, foi quando minha mãe foi morar em outra cidade.
Ela precisou ir para que tivesse uma qualidade de vida melhor, pois é idosa e diabética. Além disso, enrolou-se financeiramente e não teve condições de manter-se.
Um de meus irmãos a levou para morar na cidade em que já residia, que fica a uns 300 quilômetros de onde resido. Isso aconteceu no ano de 2013, mas sinto falta de tê-la próxima. Sempre ia à sua casa tomar um café, conversar... Mas sei que isso foi para o bem dela.
Algumas vezes no ano, nos vemos, mas sinto sua falta.

O que aprendemos com as despedidas? Amadurecemos. Entendemos que não temos domínio sobre as coisas e principalmente sobre as pessoas. Nem temos que ter essa pretensão, porque cada um é livre para escolher o seu caminho. Aprendemos também a valorizar o que temos e os momentos que vivemos com quem amamos.

Por isso, meu conselho é: viva hoje, ame hoje, sorria hoje, aproveite a vida hoje. Pode ser que haja uma despedida a qualquer momento e o amanhã seja diferente.


blogagem coletiva



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Meios de comunicação e relacionamentos à distância

Relacionamentos à distância, podem dar certo? Sou prova viva de que sim, pode! O ponto principal para que isso aconteça com sucesso, é que o casal mantenha os sentimentos de respeito e cumplicidade. Em qualquer relacionamento, confiar no outro é fundamental, mas à distância tem um valor maior. A expectativa do próximo encontro é sempre um motivo de uma certa ansiedade e quando acontece, a alegria é imensa. O abraço é mais caloroso e os beijos são mais ardentes.



Casei com um marítimo. Na época, seu cargo era 2º Oficial de Náutica ( piloto de navio) e é lógico que nessa profissão seria quase impossível que ele trabalhasse em terra. Não dava para pilotar prédios.

Já contei como começou o nosso relacionamento, no post Aniversário de Casamento. Depois do primeiro encontro presencial (quando conversamos pela primeira vez), nos falamos somente por telefone e trocamos muitas cartas. Ele fez uma viagem ao Japão e outros países, retornando quase quatro meses depois. 

Antes do surgimento do telefone celular no Brasil, tínhamos poucos meios de comunicação. Quando queríamos nos comunicar com alguém que estava longe, era por carta, telegrama ou telefone fixo. 

Para um marítimo, a carta era endereçada ao agente do navio no exterior. Ela só seria entregue ao destinatário, vários dias e às vezes, até meses depois. O cartão de telefone do exterior para cá, durava pouco, além disso, era muito caro. O telegrama era usado somente em caso de urgência.
Uma outra forma de falar com alguém em um navio, era via Rádio, no Serviço Móvel Marítimo (SMM). Esse serviço permite a comunicação, via rádio, entre uma pessoa em terra e outra que esteja a bordo de uma embarcação, em qualquer parte do mundo, através das estações costeiras. Mas, além de ter um custo altíssimo, anteriormente a ligação demorava muito a ser feita. Não sei se ainda é assim hoje.
Na última vez em que pedi uma ligação para a Santos Rádio, solicitei às 22 horas de um dia e só fui chamada para falar às 6 horas da manhã do dia seguinte. Não tínhamos aparelhos celulares em 1994 e nem torpedos para enviar mensagens. A Internet também não era utilizada por nós brasileiros (foi liberada somente em 1995). Portanto, não tínhamos ainda o correio eletrônico para troca de e-mails e nem navegação.

Então, durante os quase quatro meses que antecederam nosso namoro, nos correspondemos muito por carta. Escrevíamos sobre nosso jeito de ser, sobre nossos gostos e sonhos. Também sobre nossas famílias, nosso trabalho, nossos sentimentos. Trocamos fotos e cartões e até poesia rolou.


Poesia

Eu e meu marido temos todas as cartas que trocamos, bem guardadas. De vez em quando gostamos de ler e relembrar aquele período tão especial em nossas vidas.



Nosso rápido namoro foi semi-presencial, porque ele morava no Rio de Janeiro e teve que resolver vários assuntos por lá, tanto pessoais quanto profissionais.
Após o casamento, embarquei com ele em Santos/SP e desembarquei em Salvador/BA. Ele fez uma viagem ao Japão e outros países da região, passando pela África do Sul sem mim. Retornou ao Brasil somente três meses e meio depois, indo eu ao seu encontro na cidade de Manaus/AM.

Perceberam como foi difícil o contato à distância? Felizmente isso não foi empecilho para nosso relacionamento crescer. Depois disso ele ficou mais cinco anos viajando e pude acompanhá-lo por várias vezes, tanto ao exterior, quanto no Brasil. Mas havia os períodos em que ficávamos separados, embora unidos pelos nossos sentimentos, pelo coração.

Nesse período, tive meus "bad days" em que chorei muito. As pessoas próximas, mesmo sabendo de sua profissão, me perguntavam dele e quando voltaria. Isso me doía e às vezes preferia ficar só em casa sem ver ninguém. Mas a tristeza passava, principalmente quando recebia alguma cartinha ou telefonema

Mas, e se fosse nos dias de hoje? Ah, com certeza seria muito mais fácil! Naquela época, não tínhamos a internet e suas múltiplas possibilidades. Todas as ferramentas tecnológicas de comunicação facilitam e muito a vida de pessoas com essa profissão. Aliás, facilitam a vida de todos nós.

Muitos aspectos da vida social, profissional e pessoal foram afetados pelas novas tecnologias. Desta forma, não há como pensar as relações entre as pessoas [...] sem a mediação dos meios rápidos de informação, tais como e-mail, mensagens instantâneas, torpedos, blogs, redes sociais, pastas com arquivos comuns, celulares, câmeras fotográficas e outras ferramentas presentes na era digital. - Portal Educação

Se você está num relacionamento à distância, não desanime! Pode dar certo ou não, como os relacionamentos de pessoas que estão sempre juntas fisicamente.




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